Clara Bela

Bela florida,
Clara escurecida.

Afirmo-te:
É mais que sorrisos…
É mais que abraços…
É mais que beijos…
É mais que qualquer coisa neste mundo…
É você meu amor!

—Ysla 

(Source: nubigeno, via c-e-u)

- Você não vai mesmo vingar-se?
- Por que eu faria isso?
- Estas pessoas todas, elas machucaram você.
- Elas caem sozinhas. A vida não erra.

Camila Costa 

(Source: camilacosta, via a-amar-deactivated20120313)

Se só tens riso, ri-te!

—Machado de Assis in Quincas Borba 

(Source: enttreaspas, via c-e-u)

Gosto é de gente que gosta de ser gente. Que sente, que ama, que chora. Gente que tem medo, que luta e entristece por bobeira. Que grita sentimentos e sussurra paixão. Gosto é do cheiro, do gosto desse povo. Do passos tortos, do abraço gostoso. Dessa gente, que desata nós, constrói laços e refaz tudo. Da saudade grande que sentem, da lágrima pequena que caí. Do brilho dos olhos, da boca grande que abre sem ver. Gosto de quem não tem medo de ser quem é, de ser poesia, de verso em naufrágio. Que cai, levanta e recomeça. Gente bonita, de coração bonito, coração puro.

—Cirandar, Poesia do povo. 

(Source: ternuras, via amarguradamente-deactivated2011)

Boneca de pano
não tem coração
então, porque ama
a solidão?
Ora, ninguém pode
amar uma emoção
principalmente esta
que é feito dor
só cansa a gente
e nunca fornece
à um jardim, flor
Boneca, veja bem
é melhor
ser cheia de pano
do que vazia de amor
e só viver aos prantos
chorando, chorando…

—Lais Caroline 

(via amarguradamente-deactivated2011)

Perdoa a falta de lirismo, amor. A poesia tem me fugido nesses dias e só sinto sua ausência. Perdi-me em ilusões e devaneios e fantasio ouvir sua voz me chamar de algum lugar. Por onde andas, meu bem? Diz pra mim que te encontro.

—Com carinho, Cecília.  

(Source: flor-de-papel, via zeugmas)

Era o vigário, o mais respeitado,
Dentre o povo da cidade.
Sorria largo e educado
Na plena mocidade.

Seu Vicente, o fazendeiro,
Era temido pelo povo
Matou com tiro certeiro
Caetano, muito novo.

Dona Jerusa, a doceira,
Era azeda como limão.
Tinha no quintal a macieira
Que dava muita confusão.

O velho Clóvis, o vendeiro,
Homem ordinário era
Era velho, o verdureiro,
E pai da linda Vera.

Vera, a moça tão formosa,
Cobiçada pela moçada,
Mas era simples, vergonhosa,
E já estava enamorada.

Enamorada pelo Moço
Dono de toda poesia
Da menina, que sem esforço,
Suspirava e sorria.

Desculpe se a história
Não agrada muita gente:
É amor e nenhuma glória
Que essa moça sente.

Escreve cá um bocado
Os sonhos que ela tem
Pra ter perto o moço amado
Que ela chama de Meu Bem.

Outono de Mim, “Cordér”.  

(via pequeninice)

Mesmo que faltasse o ar, sumissem as palavras ou eu perdesse um ou outro compromisso, por você eu corria. E te ouvia dizer que apenas estava em dúvida sobre a roupa que deveria colocar, mas até as tuas dúvidas mais banais me soavam como uma grande e preocupante teoria. Você era a preocupação. O que estou falando? Você ainda é a preocupação. Ainda. Amor é longínquo, duradouro, quiçá eterno. Preocupação também. Venha aqui, deixa que eu ajeito a roupa, o presente, a agenda e a vida. Deixa que eu te ajeito, meu bem, ainda que eu mesma seja toda sem jeito.

—Camila Costa 

(Source: camilacosta, via d-o-c-e)

O que importa é a forma como a gente viveu e vive um sentimento. Não importa que nome ele tenha. Não importa se é um amor, um estar apaixonado, um gostar. O que importa é querer que aconteça. O que importa é querer que seja bom. Não importa se vai durar um dia ou uma vida inteira.

—Clarissa Corrêa  (via d-o-c-e)

(Source: neologismo, via d-o-c-e)